Como me tornei feminista

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Para começar esse texto é preciso afirmar que eu não me tornei feminista, eu sempre fui. Sério. Sempre fui, porque nunca achei que pelo fato de ser mulher, eu tinha que ser tratada de maneira diferente. E que por isso não poderia exercer qualquer profissão ou fazer qualquer coisa. Eu sempre acreditei que ser um ser humano era o suficiente.

 Mas você vai crescendo, vai notando como o mundo funciona. Como te tratam diferente quando você resolve jogar futebol ao invés de vôlei.Quando você quer comprar o carrinho e não uma boneca, porque pra você o carrinho parece mais interessante e oras é você que vai brincar com o carrinho, qual é o problema?

Hoje eu vejo que essa visão está tão inserida em mim que não questiono quando me sinto mal toda vez que não estou tão interessada no lançamento do novo modelo de maquiagem, ou quando não sou a pessoa mais empolgante para ficar horas e horas escolhendo uma roupa na loja.

Mas esse texto não é sobre mim, mas é sobre tudo. É sobre todo mundo e principalmente sobre todas as mulheres. Feminista é uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica dos sexos. E eu sei que você, caro leitor (claro se você for psicologicamente saudável), vai pensar ora, mas isso parece óbvio. Pois é, eu também acho, mas infelizmente tem muita gente que não acha, quer dizer não é que não acha, é que não sabe. Que até acha que feminismo é falta do que fazer.

Há uma visão generalizada da causa, e se fosse só isso, mas tendem a achar que para ser feminista você não pode ser feminina, você deve esquecer a depilação e ou (essa é a melhor) odiar homens (gente isso se chama misandria, mais uma vez, Google ta ai neh). Apesar de existir de fato algumas vertentes feministas que defendem a não depilação, é preciso entender que isso está além, que isso é uma forma de libertação por parte de quem faz isso (por que convenhamos você precisa estar bem segura de si, para decidir não mais se depilar e expor isso). Essa generalização que infelizmente colocamos em tudo, distorcendo realidades, para parecer mais confortável (Para quem neh). Alias é isso, é essa enorme distorção que essa sociedade ainda alimenta em cada estereotipo de como devemos nos comportar.

Ainda existe uma obrigação tremenda em como homens e mulheres devem se comportar e óbvio que isso incomoda. Incomoda quando você resolve dizer ei cara! Eu existo e posso dizer não, eu posso escolher transar, beijar, ficar com quem eu quiser, e eu posso me vestir da maneira em que me sinto bem e tudo bem. E é sobre isso que é o feminismo. É sobre liberdade, sobre a liberdade que você tem sobre o seu corpo e sobre quem você é.

É sobre poder sair com a roupa que você quer sem que isso seja uma desculpa para um possível estupro. É sobre nem sempre gostar de ouvir um “elogio” quando tudo o que você quer é voltar pra casa, pois está cansada demais ou atrasada demais para o trabalho e nem pensou que sua roupa era um pretexto para todos os caras babaram em cima de você. É sobre você não querer ser feminista também, por que não?

É sobre isso tudo e muito mais, é sobre pensar que nenhuma violência, ofensa e forma de opressão são justificáveis. É sobre essa opinião babaca que tudo isso é mimimi e falta de louça pra lavar.

Então eu deixo o meu apelo: mesmo se você não for feminista, mesmo se você achar que isso é besteira. Espero que você pense e que avalie tudo isso e que perceba que lutar pelos seus direitos não é o problema, e sim a solução. E que isso é um direito de todos.

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