A primeira regra é não falar sobre…

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Aclamado e odiado pela turma Cult, um dos livros mais controversos da nossa época, o Clube da Luta consegue até hoje arrebatar fãs pelo mundo todo

É quase impossível que você não tenha ouvido falar sobre alguma regra do fictício clube criado pelo escritor americano Chuck Palahniuk, há 14 anos. Talvez o que você mais tenha ouvido é: A primeira regra do clube da luta é não falar sobre o clube da luta.

A história escrita no livro gerou até filme homônimo, dirigido pelo diretor David Fincher, e estrelado pelos atores Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter. O que você vai encontrar não é muito diferente do que se vê no filme (claro, se você já assistiu ao filme). Existem alguns detalhes distintos, principalmente com relação ao final da obra, mas o contexto e a essência são os mesmos.

O consumismo é a principal crítica do autor.  O que fica subentendido no enredo é que o consumo é o meio pelo qual o personagem principal procura manter se satisfeito. O consumo também será o motivo de ter algo errado na vida do personagem. Para aliviar o seu próprio desconforto e por recomendações de seu médico, ele resolve ir a encontro de pessoas com doenças terminais.

É em falsos choros e abraços aconchegantes que o narrador encontra a paz, mas não por muito tempo. Assim que ele vê Marla, alguém que é tão farsante quanto ele, ele volta a se incomodar. Na sua própria confusão encontra Tyler, totalmente diferente dele, seguro, corajoso, energético e até um pouco insano. Os dois se conhecem e formam o Clube da Luta (isso é um resumo bem básico, táh).

Conforme a narrativa evolui percebemos que a autodestruição provocada pelo clube é apenas um modo para se libertar. Tanto para o narrador quanto para Tyler, você só poderá ser completo se você se livrar de tudo aquilo que acha que o faz satisfeito. O livro todo é uma crítica irônica ao caminho que a nossa sociedade está percorrendo e toda a nossa fascinação e frustração pelo “ter”.

Agora sem questionamentos filosóficos, é um material de leitura fácil, você vai consumir as 272 páginas rapidamente e é bem provável que no decorrer da leitura você se identifique, questione-se. Detalhe, não é revelado o nome verdadeiro do narrador.

Apesar de ser 1996, foi relançado em 2012, pela editora Leyla Brasil e pode ser encontrados em todas as livrarias do Brasil.

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